quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

EVOCANDO HENRIQUE VIII, REI DE INGLATERRA

Henrique VIII de Inglaterra (1491-1547) foi o segundo rei da dinastia dos Tudor. Para além de ter sido o fundador e o primeiro chefe da Igreja Anglicana, sabe-se que este Barba Azul (como foi alcunhado) teve 6 esposas, que tiveram -algumas delas- um destino trágico. Assim, 2 dessas mulheres (Catarina de Aragão e Ana de Cleves) foram repudiadas e 2 outras decapitadas (Ana Bolena e Catarina Howard). Das restantes, uma morreu das consequências de um parto difícil (Joana Seymour) e outra sobreviveu ao marido (Catarina Parr). Henrique VIII nunca pôde contemplar o trono com um herdeiro varão (*), mas ofereceu à Inglaterra uma filha, que foi, simplesmente, uma das figuras mais ilustres de toda a sua História : Isabel I, que, depois dos seus marinheiros terem destroçado a Invencível Armada de Filipe II e de terem navegado por todos os mares e oceanos do planeta, tornaram a velha e sombria Albion na mais poderosa nação do mundo. Foi esse o grande legado deixado ao seu país por um homem doentiamente violento, até para com os seus próprios familiares e amigos. O destino tem destas coisas...

(*) Eduardo VI (1537-1553), filho de Henrique VIII e de Joana Seymour, figura na cronologia dos reis de Inglaterra, mas nunca governou 'de facto', por não ter saído da menoridade legal. O 'seu' reinado foi assumido por um Conselho de Regência, que governou a Inglaterra até à sua morte, ocorrida quando tinha 15 anos de idade.


Isabel I (1533-1603), rainha de Inglaterra, filha de Henrique VIII e de Ana Bolena.

BENFICA : NADA ESTÁ GANHO, MAS NADA É IMPOSSÍVEL

O Benfica venceu, ontem à noite, a temida formação do Borússia de Dortmund, aproveitando-se muito bem das aselhices cometidas por uma equipa dominadora, que jogou mais futebol, mas que esbarrou na táctica montada por Rui Vitória, no oportunismo do avançado Mitroglou e numa exibição deslumbrante do jovem guardião encarnado Ederson de Moraes. «Resultado ridículo», disse, no final do desafio, o treinador tudesco... Mas não, certamente, para a equipa das águias; que fez o que tinha a fazer, com os meios que tinha ao seu alcance e que não beneficiou (minimamente) dos favores da arbitragem, como pôde ver-se. É evidente que, daqui a umas semanas, na Alemanha, vai ser muito difícil manter a vantagem obtida na Luz e passar para os quartos-de-final da 'Champions'. Mas já, previsivelmente, com Jonas no plantel, o Borússia pode encaixar um golo e depois ter grande dificuldade em dar a volta ao resultado... -Quem sabe ? -É que o futebol tem destas coisas. Veja-se o que aconteceu ontem no Parque dos Príncipes, onde o PSG humilhou o F.C. Barcelona, infligindo-lhe uma derrota esmagadora por 4-0 ! Por acaso até com a ajuda do ex-benfiquista Di Maria, que marcou metade dos golos dos parisienses. Enfim, como dizem os Franceses, «Qui vivra verra» !

FUTUROLOGIA COM ABORDAGEM POUCO CIENTÍFICA

Há 1 século atrás, os futurólogos especulavam muito sobre o que seria a vida no ano 2000. O autor deste colorido desenho, por exemplo, mostra aqui como se processaria uma visita de turistas ao Polo Norte...
E lá vão eles, os visitantes, confortavelmente instalados em 'carruagens' sustentadas por... dirigíveis. Em baixo, esquimós, cães de trenó, ursos brancos e focas saúdam os intrépidos viajantes. Que, apesar do progresso anunciado, deveriam chegar àquelas regiões do Setentrião após dezenas de aventurosas horas de navegação aérea, à partida do norte da Europa ou do Canadá.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

FUTEBOL : EMBLEMAS EXÓTICOS (1)

Este é o emblema do HAC (Le Havre Athletic Club), que é o decano do futebol francês. Foi fundado em 1872 nessa importante cidade (Havre) do litoral normando. As suas cores características são o azul marinho e o azul céu. O dragão foi colhido do símbolo municipal e alude ao brasão usado, no século XVI, pelo rei Francisco I; que fundou esta cidade portuária no estuário do rio Sena. Este clube, hoje na divisão secundária, já militou (por várias ocasiões) no principal campeonato do futebol gaulês. Datando desse tempo a última vez que o vi jogar : uma partida contra o F. C. Nantes (no estádio de La Beaujoire), aqui há uns anos atrás... É uma agremiação desportivas com pergaminhos e com grandes hipóteses de, a breve termo, voltar ao convívio dos grandes.

LAGOA DO FOGO, MARAVILHA MICAELENSE

A lagoa do Fogo é um dos grandes cartazes turísticos da ilha de São Miguel, nos Açores. Infelizmente, quando por lá passei em Abril do passado ano, o nevoeiro estragou-me o passeio e frustrou-me desta belíssima visão. Quando ganhar o 'Euroilusões' voltarei lá. Prometido !

O CARNAVAL ESTÁ A CHEGAR...

O Carnaval Trapalhão é em Castelo de Vide. Desenrola-se -para grande satisfação dos foliões locais e forasteiros- entre os dias 24 e 28 de Fevereiro de 2017, naquela bela vila do Alto Alentejo. Se puder, apareça por cá.

CINE-NOSTALGIA (64)

«RIO LOBO» (mesmo título original) foi o derradeiro filme realizado por Howard Hawks. Estreou em 1970, quer dizer 7 anos antes do passamento de um dos mais portentosos cineastas do universo hollywoodiano. A história contada (baseada num texto original de Burton Wohl) toma como pano de fundo a Guerra de Sesseção, durante a qual o coronel nortista Cord McNally perde um carregamento de ouro (confiado à sua guarda) a favor dos sulistas. O golpe, executado com maestria pelo oficial rebelde Pierre Cordona, só pôde ser concretizado com a conivência de um traidor, cuja identidade é desconhecida de McNally. Pouco tempo depois da rendição dos confederados, este ganha a confiança dos antigos inimigos e vai, com a ajuda de alguns deles, localizar o ouro roubado e conhecer o rosto do aleivoso nortista comprometido num caso em que a ambição foi o motor de uma tragédia; que prejudicou o governo federal em milhões de dólares e que sacrificou muitas vidas, entre as quais a de um jovem oficial, no qual McNally via o seu filho adoptivo. Argumento banal ? -Sem dúvida. Só que aqui se reconhece a 'mão' de um mestre do cinema clássico. Que, em «RIO LOBO»,  recorreu a todos os bons truques da sua arte e colocou a figura carismática de John Wayne no topo de um elenco que se serviu (e bem !) de alguns daqueles actores secundários que fizeram a glória do cinema western : Jack Elam, Victor French e Jim Davis, entre outros. Filme, pois, agradável de seguir, tal como já o haviam sido «Rio Bravo» e «El Dorado», do mesmo cineasta e com a supracitada cabeça de cartaz. O tal actor John Wayne que, segundo se disse e se escreveu, aceitou o papel sem mesmo ter lido o guião de «RIO LOBO». Trata-se de uma fita distribuída pela Prodis, colorida e com uma duração de 114 minutos. No elenco, figuram ainda os nomes de Jorge Rivero, Jennifer O'Neill e Chris Mitchum. Largamente difundida em vídeo.

UMA OPORTUNIDADE PARA BRILHAR

O Benfica recebe esta noite, em sua casa, a poderosíssima formação do Borússia de Dortmund, que é, somente e apenas, uma das mais fortes equipas da liga alemã e uma das mais temidas na disputa da 'Champions Cup'. Face aos resultados passados (contra o Boavista, o Felgueiras e o Setúbal), muitos dos adeptos da águias deixaram de apostar na sua equipa. Eu continuo, porém, a acreditar (mais logo veremos se tenho ou não razão...) na possibilidade do Benfica surpreender. Porque é bom lembrar que o plantel encarnado também dispõe de alguns valores seguros, que, penso eu, não quererão deixar passar a oportunidade de mostrar o seu futebol, perante uma Europa atenta ao que, hoje, se vai passar na Luz.  Acredito e espero. Viva o Benfica !

O NOSSO MUNDO É BELO (107) : TUNÍSIA

HISTÓRIA E FILATELIA : RECORDANDO A BATALHA NAVAL DAS ILHAS FALKLAND

O triunfo britânico na batalha das ilhas Falkland -travada em 8 de Dezembro de 1914- foi a resposta dada pela armada real inglesa ao conde Maximilian von Spee, almirante da marinha de guerra do império alemão; que, um mês antes, junto à costa chilena, havia alcançado uma vitória exemplar na batalha de Coronel, ao afundar 2 cruzadores-couraçados ao inimigo e causando-lhe 1 570 baixas, contra apenas 3 feridos do seu lado. Depois de ter alcançado o oceano Atlântico, via cabo Horn, o esquadrão germânico (constituído por 5 navios : cruzadores-couraçados «Scharnhorst» e «Gneisenau» e 3 cruzadores ligeiros, a saber «Nürnberg», «Leipzig» e «Dresden») tomou o rumo de Port Stanley, nas Falkland, onde tencionava reabastecer-se em carvão, antes de prosseguir a sua viagem para a Europa. Aconteceu, porém, que, desde a véspera, o esperava ali uma forte esquadra da 'Royal Navy', composta por 8 navios, de entre os quais se destacavam os poderosos cruzadores de batalha «Invincible» e «Inflexible». Perante a presença de tal força, von Spee renunciou ao abastecimento e deu ordem de dispersão aos seus navios. Que foram imediatamente perseguidos pelos britânicos (colocados sob o mando do almirante Sturdee) e afundados sem remissão. À excepção, porém, do «Dresden», que logrou colocar-se a salvo num fiorde do sul da Argentina, onde seria capturado poucos dias depois. Os selos que aqui mostro foram emitidos pela administração postal das ilhas Falkland -para comemorar o 100º aniversário desse sucesso britânico- ilustram alguns dos poderosos vasos de guerra germânicos destruídos nessa batalha naval. Que também ocasionou a morte de inúmeros marinheiros alemães, incluindo o seu chefe, o já denominado almirante von Spee.

A DIREITA E A VERDADE

Terá o ministro Centeno mentido no caso dos contactos que manteve com Domingues, o indigitado gestor da C.G.D. ? -Não sei e, francamente, nem quero saber. O que, nisto tudo, me irrita é a falsa  indignação dos senhoritos dos partidos da oposição à 'geringonça', em relação às (autênticas ou falsas) inverdades do actual detentor da pasta das finanças. Sim, fico boquiaberto com as 'preocupações' desses pinóquios que -toda a gente o sabe- se mascaram agora de donzelas ofendidas, quando eles próprios são (ou, pelo menos, muitos deles) a personificação da aldrabice pegada e continuada. Da aldrabice tosca e repetida ao longo de anos... Não vou citar nomes, porque essas tristes figuras (de 'imaculada lisura') são sobejamente conhecidas dos Portugueses; que lhes pagam para -no Parlamento- se preocuparem e discutirem sobre assuntos de verdadeiro interesse para a nação. Mas tenho vontade de gritar a essa turba de papagaios incompetentes : vão trabalhar, verguem a mola, produzam qualquer coisinha de útil e vão ver como elas vos mordem. Ao menos Centeno (pelo qual eu confesso não nutrir uma particular simpatia) tem, ele, feito esforços para jugular o défice (o que conseguiu) e para tentar controlar uma banca deixada à deriva... Que cambada de frustrados, meu Deus ! -Terá esquecido essa gente, que ser do contra (nomeadamente da Assembleia da República) é pugnar pelos superiores interesses do nosso país, seja qual for o poder do momento ? -Depois queixem-se do desinteresse generalizado dos Portugueses pela política...

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

A LIGA DE FUTEBOL AQUECE. -QUEM SERÁ O CAMPEÃO 2016-17 ?

Com os recentes e sucessivos deslizes do Benfica (contra o Marítimo, o Boavista e o Vitória de Setúbal), a nossa 1ª Liga de futebol aqueceu e colocou os dois principais pretendentes ao título a 1 mísero ponto de distância na classificação geral. Mas, como diz o outro, ainda há muito campeonato para jogar e também são conjecturáveis tropeções de 'dragões' e não só. A começar, para os portistas, já na sua próxima deslocação ao estádio D. Afonso Henriques, onde jogará contra um Guimarães que, ali, nunca facilita a tarefa dos chamados 'Grandes'. No nosso futebol,  está visto que os pretensos 'pequenos' estão cada vez mais aguerridos e que até já são capazes de ir vencer desafios no reduto dos putativos campeões. Por muito poderosos que estes sejam. E isso é bom, não haja dúvidas, para o espectáculo do futebol no seu geral. Por muito que me custe a mim, benfiquista assumido, ver o meu clube numa situação delicada, depois de, na primeira volta, ter dominado, imperialmente, todos os seus outros rivais. Enfim ! Tudo isto gera grandes expectativas em relação às duas equipas dos clubes que seguem na frente da tabela e que, salvo milagre de Santo Eucarário, será -uma delas- campeã da modalidade e do escalão superior do nosso futebol. Pois, quanto ao Sporting, parece-me que os 'leões' já foram à vida... E por muito tempo. Assim queiram os anjinhos que o clube de Alvalade conserve à frente do seu departamento futebolístico a 'imparável' parelha Carvalho/Jesus.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

FERNÃO DE OLIVEIRA, GRANDE FIGURA RENASCENTISTA

Natural da cidade de Aveiro, onde nasceu no início do século XVI (em 1507), Fernão de Oliveira foi um dos grandes portugueses do seu tempo. Mas que está, hoje, completamente esquecido... Foi frade dominicano; mas acusado de heresia pela Inquisição, foi várias vezes preso pelo tribunal do Santo Ofício. Fernão de Oliveira («clérigo e diplomata, escritor e filólogo, marinheiro e soldado, aventureiro e perseguido», como dele disse um dos seus biógrafos), foi o insigne autor da primeira Gramática da Língua Portuguesa e destacou-se, igualmente, como perito de construção naval e teórico da guerra no mar, deixando elucidativas e úteis obras sobre estas matérias : «Ars Nautica» e «Livro da Fábrica das Naus». Que, segundo os entendidos, muito contribuíram para lançar, nos anos Quinhentos, as bases da hegemonia portuguesa nos oceanos. Fernão (ou Fernando) de Oliveira também se ilustrou pelo facto de ter tecido «considerações morais condenatórias» sobre a escravidão e o comércio de escravos, podendo, pois, ser considerado um dos pioneiros do abolicionismo. Pouco antes de falecer, na sua cidade natal (em 1580), era um firme partidário de D. António, Prior do Crato, que ele considerava ser o legítimo herdeiro da coroa de Portugal. Sustentando essa sua tomada de posição contra Filipe II com escritos historiográficos, que apoiavam o candidato português ao trono deixado vago pelo cardeal-rei D. Henrique. Na imagem anexada (topo) pode ver-se o frontispício da sua «Grammatica da Lingoagem Portuguesa», editada no ano de 1536. E, em baixo, capa de outro dos seus livros : «Arte da Guerra do Mar».

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

O MOREIRENSE FUTEBOL CLUBE VENCEU A TAÇA DA LIGA


Depois de ter levado a melhor nos seus confrontos com o Porto e com o Benfica, o Moreirense foi o grande vencedor da final da Taça da Liga, que disputou (ontem) no Algarve com o Braga. Bem feito ! E, já agora, muitos parabéns a uma equipa minhota, que surpreendeu pela sua coragem, pelo seu empenho, pela qualidade do seu futebol.

ADEUS JOHN HURT

Deixou-nos há poucos dias (a 25 de Janeiro), com 77 anos feitos, o grande actor inglês John Hurt. «Um Homem para a Eternidade», «O Expresso da Meia-Noite», «Alien, o Oitavo Passageiro» e «Elephant Man» foram, apenas, alguns dos muitos e memoráveis filmes que ele nos legou e que por cá ficarão como testemunhos do seu imenso talento. Bye bye John...

sábado, 28 de janeiro de 2017

MOREIRENSE NA FINAL DA TAÇA DA LIGA, COM TODO O MÉRITO

A propósito do último jogo (para a Taça da Liga) disputado entre o Moreirense e o Benfica -que eu segui na TV- acho que devo resumir, aqui e em 3 ou 4 linhas, o que me foi dado ver : um S.L.B. apagado, sem inspiração e convencidíssimo de que bastava exibir as prestigiosas camisolas encarnadas do clube para amedrontar um adversário mais modesto. O que aconteceu depois, foi o que todos puderam observar : apareceu em campo, no início da segunda parte, uma equipa nortenha com genica, inteligente, ciente do seu valor, que não tardou em inverter um resultado que lhe era desfavorável, marcando 2 golos de imediato e mais um terceiro já na fase final do desafio. O Benfica pôs-se a correr atrás do prejuízo, mas já nada pôde fazer diante de uma equipa concentrada e disposta a fazer História, vencendo o tricampeão e superfavorito da prova. Ganhou, pois, quem mais fez pela vida. Com galhardia e com justiça. Disso não tenho a mínima dúvida ! E agora estou preocupado -como muitos outros benfiquistas- com os futuros jogos da equipa da Luz. É que o principal adversário das águias está a apenas 4 pontos de distância na tabela classificativa e parece-me ter recuperado o querer e a garra. Ao Benfica resta, pois, mudar de atitude e revigorar-se animicamente. Senão, adeus tetra...

O NOSSO MUNDO É BELO (106) : GUINÉ EQUATORIAL

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

A GUERRA NO ANO 2 000

Esta imagem, da autoria de um artista francês de inícios do século XX, mostra como seriam, segundo as suas previsões, as guerras do ano 2000 e ilustra os 'terríficos' meios de destruição utilizados nos conflitos que, então, devastariam a Terra. Ingenuidade total ! Que nos faria sorrir, se a guerra não fosse -em todos os tempos e em todos os casos- coisa séria e causadora de desgraças sem nome. É verdade que, há 100 anos, ninguém podia calcular (com rigor) os progressos da técnica; que fariam, por exemplo, os aeroplanos (então feitos de pau, de arame e de lona) transformarem-se, no espaço de poucas décadas, em engenhos supersónicos capazes de transportar armas de potência arrasadora. Ninguém podia então imaginar a rapidez com que navios de propulsão mista (vela/vapor) se poderiam transmutar nos porta-aviões nucleares dos nossos dias, capazes de transportar 100 aeronaves, algumas delas carregadas com armas atómicas, prontas a transformar num montão de cinzas radioactivas as maiores cidades do planeta. Era inimaginável, no ano de 1900, sonhar sequer que, um século mais tarde, fosse dado o ensejo a certos governantes de poder carregar no botão que tornaria possível a Apocalipse e transformar a Terra num calhau estéril, sem que nele subsista uma erva viva ou o mínimo traço de vida animal. É nisto que estamos agora. Num tempo em que os homens se encontram, visivelmente, mais divididos do que nunca e com líderes de responsabilidade planetária, que não nos inspiram a menor confiança. Que pena não podermos trocar tudo o que agora temos nos arsenais do ano 2000, pelos 'terríficos' engenhos desta imagem de Épinal. E, já agora, não podermos trocar, também, os homens políticos do nosso tempo pelos fomentadores das guerras que outrora se disputaram com arcos e flechas...

PEDIDO DE DESCULPAS

Só hoje tomei conhecimento da queixa apresentada contra o detentor deste blogue, por causa de um 'post' intitulado «Tecnologia brasileira ao serviço da R.A.F». Que continha um texto de minha autoria, informação técnica (acessível a todos) sobre um avião de concepção e fabrico brasileiro e iconografia que, pensava eu na minha boa fé, me era permitido redivulgar. O tal 'post' era (no meu entender) um louvor à pujança da indústria aeronáutica do Brasil (nação que eu admiro por mil e uma razões), que está a conseguir grandes êxitos fora das suas fronteiras, exportando as suas máquinas até para países com pergaminhos na difícil ciência de construir aeronaves. O intuito era esse. Dada esta explicação, quero agora pedir desculpas sinceras à pessoa ou entidade detentora dos direitos sobre a iconografia utilizada e informar que anulei o dito 'post' e, por consequência, a matéria controversa. Como, aliás, sempre farei com outros conteúdos que possam suscitar dúvidas nesse campo. Quero dizer, agora, que o que motiva o autor deste blogue (e a manutenção do dito) é, na realidade, a necessidade de preencher tempos livres (que são muitos num homem da minha idade e da minha condição) e partilhar com quem visita 'invitaminerva45' -um blogue de Coisas & Loisas, como eu o defino- curiosidades (mas também emitir ideias e opiniões) sobre o mundo em que vivemos. Nada mais. Enfim, renovo o meu pedido de indulgência aos lesados pelo meu erro. Que penso ter sido corrigido.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

CINE-NOSTALGIA (63)

Apesar de ter decorrido meio século, recordo-me perfeitamente de ter visto esta película numa das salas de cinema do Barreiro. Muito provavelmente no extinto Cinema República. Depois disso, nunca mais pus a vista em cima de «O MISTÉRIO DO NAVIO ABANDONADO» («The Wreck of the Mary Deare»), uma aventura marítima datada de 1959, realizada por Michael Anderson e protagonizada por duas das mais brilhantes estrelas masculinas da Hollywood daquele tempo : Gary Cooper e Charlton Heston. Chegou-me agora às mãos, passado tanto tempo, uma cópia DVD e juro que foi com emoção que pude voltar a ver esta fita. Embora «O MISTÉRIO DO NAVIO ABANDNADO» não seja, de todo, um filme marcante da História do Cinema. Trata-se de uma co-produção anglo-americana, distribuída pela companhia M.G.M., de um 'thriler' baseado num romance do escritor inglês Hammond Innes. O entrecho é o seguinte : um navio à deriva e aparentemente sem tripulação -o «Mary Deare», matriculado em Hong Kong- é abordado, no mar da Mancha, pelo barco de John Sands, que pertence a uma empresa de salvados. Mas, a bordo, ainda se encontra o imediato do cargueiro em perdição, um certo Gideon Patch; que na presença de Sands adopta uma atitude suspeita. Sobretudo, quando este último se certifica que o objectivo do oficial é encalhar o seu navio num banco rochoso... Mas uma visita clandestina e perigosa ao casco do «Mary Deare» e um inquérito seguido de julgamento num tribunal marítimo britânico, vai revelar a verdadeira natureza dos implicados neste enigmático caso e ilibar o comandante Patch de toda responsabilidade no naufrágio do «Mary Deare». Que fora usado numa misteriosa operação de contrabando e de fraude à sua companhia de seguros... Gostei de rever esta fita e o trabalho (sóbrio, mas eficaz) das já referidas vedetas norte-americanas; que aqui contracenam com Michael Redgrave, Emilyn Williams, Cecil Parker, Alexander Knox, Virginia McKenna e Richard Harris. Este filme (uma raridade, como já referi) tem fotografia a cores e 1 h 45 de duração.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

PARAFRASEANDO O GRANDE VASCO

Vespas há muitas... Seu palerma !


quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

A ESSÊNCIA DOS NOSSOS POETAS


DE AÇUCENAS E ROSAS MISTURADAS

De açucenas e rosas misturadas
não se adornam as vossas faces belas,
nem as formosas tranças são daquelas
que dos raios do sol foram forjadas.

As meninas dos olhos delicadas,
verde, preto ou azul não brilha nelas;
mas o autor soberano das estrelas
nenhumas fez a elas comparadas.

Ah, Jônia, as açucenas e as rosas,
a cor dos olhos e as tranças d'oiro
podem fazer mil Ninfas melindrosas;

Porém quanto é caduco esse tesoiro:
vós, sobre a sorte toda das formosas,
inda ostentais na sábia frente o loiro!

** Alvarenga Peixoto (1742-1792), poeta luso-brasileiro, natural do Rio de Janeiro. Estudou na sua cidade natal e em Coimbra (onde se formou em Direito). Exerceu vários cargos oficiais na administração pública, tanto em Portugal como no Brasil. Deixou uma importante função política em Minas Gerais, para centrar a sua actividade na lavoura e na mineração. Casou com a poetisa Bárbara da Silveira e foi amigo de muitos intelectuais do seu tempo, com ideias libertárias ligadas ao Iluminismo. Comprometeu-se com a Inconfidência Mineira, brutalmente reprimida pelas autoridades coloniais. Esteve preso na ilha das Cobras, antes de ser desterrado para Angola. Morreu, com apenas 50 anos de idade, em África (Ambaca), no dia 27 de Agosto de 1792. Inácio José de Alvarenga Peixoto cultivou, nos seu poemas -conotados com o Arcadismo brasileiro- o tema do amor **

A CRISE SPORTINGUISTA

A derrota sofrida, ontem, em Chaves, contra o Desportivo local (1-0), colocou o Sporting fora de mais uma competição e acentuou a crise que reina no mundo leonino. Afinal, comprovou-se que não foram os árbitros que contribuíram para os insucessos do clube de Alvalade e que há algo de mais misterioso (ou não revelado) a puxá-lo para o fundo. Será o treinador ? -Será o presidente ? -Serão os jogadores ? -Será a massa associativa ? -Respondo, desde já, que não sei, mas desconfio, no entanto, que talvez seja uma conjugação dessas quatro entidades sportinguistas, que, é visível, formam um corpo desarticulado, que emperraram a 'geringonça' e que a conduziram a um modestíssimo 4º lugar no campeonato. E que a 'forçaram' a ficar de fora de todas as outras competições nacionais e internacionais. Ora, para um clube que, esta época desportiva, queria ganhar tudo... Enfim, se calhar o presidente falou e gesticulou demasiado e protagonizou 'casos' que afectaram o moral de toda a nação sportinguista... Se calhar o treinador também lançou demasiadas 'bocas' e atribuiu a si próprio méritos que, talvez, não correspondam à verdade e semeou desconfianças... Se calhar a equipa, desfalcada de duas peças fundamentais (João Mário e Slimani), nunca mais se equilibrou e começou a não acreditar em si própria... Se calhar a massa associativa confiou ingenuamente nas promessas mirabolantes feitas (imprudentemente) por B. C. e pelo seu técnico e agora está profundamente frustrada e 'pronta' para protagonizar (dentro e fora do campo) atitudes que não dignificam a imagem de um clube com uma historia gloriosa... -Que fazer ? -Isso compete aos sócios do S. C. P., que têm, nas próximas eleições, uma oportunidade de agir e de dizer o que querem para os alvi-verdes da segunda circular.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

CINEMA ASIÁTICO


Na passada semana foi-me dada a oportunidade de ver dois filmes asiáticos de grande qualidade : «Kamikaze» (japonês), realizado em 2013 por Takashi Yamazaki e «Dr. Prakash Baba Amte : the Real Hero», dirigido em 2014 por Samruddhi Porey». O primeiro deles mergulha-nos no Japão da 2ª Guerra Mundial, e introduz-nos na vida do piloto (da marinha imperial) Kyuzo Miyabe. Que, por amor à sua família, desejava ardentemente sobreviver ao conflito, mas que acabou os seus dias -já na fase final da guerra- no decorrer de uma operação suicida levada a cabo contra os poderosos porta-aviões americanos. A história é nos contada por intermédias pessoas -os seus netos- que vão inquirir sobre a sua fascinante figura, para melhor o conhecerem e para reabilitar a sua memória. Esta película não é, pois, mais uma simples fita de guerra, mas um drama delicado, pungente, realizado com inesperada sensibilidade por um cineasta do nosso tempo; que foi também o realizador do conhecido filme «Space Battleship». Fita de qualidade extra, a ver absolutamente !


Quanto ao segundo -o filme indiado- conta-nos a história de vida de um certo Dr. Prakash Baba Amte, de sua mulher e colaboradores, que desenvolveram na Índia um trabalho de activistas sociais verdadeiramente admirável. A tal ponto, que o supracitado chegou a ser apodado o Dr. Schweitzer indiano e mereceu (com a sua devotada esposa, a Dra. Mandakini) a honra de figurar num selo emitido pela administração postal do Mónaco. Para além de ser um filme excelente, bem feito, emocionante, «Dr. Prakash Baba Amte : the Real Hero» revela-nos a figura de um benfeitor da Humanidade completamente desconhecido no Ocidente; onde temos o mau hábito de só olharmos para o nosso umbigo... Outro filme de excelente factura e de temática rica para ver urgentemente e a todo o preço.