quinta-feira, 19 de outubro de 2017

INCOMPETÊNCIA

Hum... Parece que a cegonha se enganou de destinatária...

BELOS RECANTOS DA NOSSA TERRA

Casas de granito e cruzeiro de Linhares da Beira, vila do distrito da Guarda.

SEDE DOS TEUS OLHOS

Fui beber à clara fonte,
Por baixo da flor da murta;
Fui mais p'ra ver teus olhos,
Que a sede não era muita...

(de uma cantiga popular do Alentejo)

A GUERRA DO FOGO (QUE ESTAMOS A PERDER)

Segundo notícias vindas a lume (passe o termo) e divulgadas pela imprensa do dia, 520 000 hectares da floresta portuguesa (ocupando 5,5% do território nacional) foram, este Verão, devorados pelos incêndios. E só este mês já terá ardido mais mata do que em qualquer ano da última década. Estes números são aterradores e só podem confirmar o que muita gente sabe : o nosso país está a ser alvo da acção terrorista de gente que ganha milhões com esta tragédia. Cujos prejuízos materiais já ascendem (na opinião de quem fez as contas) a mais de 1 000 milhões de euros só este ano. -E as vidas perdidas, terão um preço ? -E, em caso afirmativo, quanto terão custado ? Portugal está em guerra com um inimigo que existe, realmente, só que é tão pernicioso que não mostra o rosto, nem diz o seu nome. Tudo isto é perturbador e há que investigar quem tem beneficiado pecuniariamente com a desgraça dos portugueses. Também é necessário e urgente reorganizar o dispositivo de combate às chamas com gente e instituições insuspeitas, que não tiram o mínimo benefício da sua acção. Em Espanha, aqui ao lado, já está identificado um 'cartel dos incêndios' com alegadas ligações ao nosso país. Ali investiga-se, quer-se entender o que se está a passar. E por cá ? Espero, esperamos todos, que desta vez tenhamos aprendido a lição e façamos o necessário para que, em anos futuros, os dramas ligados aos fogos florestais sejam minimizados. Mas isso, é uma questão política, que pertence aos governos resolver. E não vale a pena andarem os partidos a atirar pedradas uns aos outros, porque, nesta matéria (como noutras, aliás) todos eles têm culpas no cartório. Porque têm posto os seus mesquinhos interesses e os de certas cliques que os apoiam à frente do que é verdadeiramente importante para Portugal e para os Portugueses.

'CHAMPIONS' : DESASTRE COMPLETO

Nenhuma das equipas portuguesas de futebol profissional logrou vencer o seu adversário na última jornada da 'Champions', a mais prestigiosa competição interclubes da UEFA. E algumas delas (o Benfica, por exemplo) até já estão, praticamente arredadas de um torneio que dá milhões, que proporciona visibilidade aos jogadores e que (e isso é o mais importante) confere prestígio. Enfim, são tempos de vacas magras... Que, num futuro próximo, até se podem agravar.

O NOSSO MUNDO É BELO (143) : INDONÉSIA

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

RECOMEÇARAM AS COMPETIÇÕES DA UEFA

Competições da UEFA : ontem, o F. C. Porto sofreu uma derrota na Alemanha, frente à formação do R. B. Leipzig (3-2), a equipa-sensação da Bundesliga. O 'match' foi bastante equilibrado e os tripeiros não têm que envergonhar-se da sua actuação; que foi boa e que nos ofereceu largos momentos de bom futebol.  Hoje jogam o Benfica (na Luz, contra o Manchester United) e o Sporting (em campo alheio, contra a Juventus) e, a meu ver, as oportunidades de vitória para estas equipas portuguesas (que, actualmente, estão num patamar qualitativo inferior ao dos 'dragões') ainda me parecem mais remotas. A ver vamos...

-TURISMO OU INTROMISSÃO ?

O agora chamado turismo de aventura está na moda, tem cada vez mais adeptos. Há, pois, mais agências a especializar-se nesse ramo específico e, cada dia, mais gente a visitar territórios nunca antes devassados pela indústria do lazer e pela sua numerosa e endinheirada clientela. Ir, hoje, passar a lua-de-mel numa palhota da recôndita terra dos pigmeus, pernoitar num mosteiro de lamas budistas do Tibete ou do Nepal, passar um fim-de-semana num ignoto recanto da floresta amazónica ou pisar (por 10 minutos que seja) os gelos polares e avistar os ursos brancos do Árctico tornou-se chique. E relatar a aventura -aos amigos de Nova Iorque e de Paris, num apartamento climatizado e diante de umas taças de champanhe- deve dar (perdoai o vernáculo) uma 'pica do caraças'. Confesso que eu, às vezes, também me dão essas ganas de ir ver coisas e de viver sensações que são muito pouco próprias do comum dos mortais. Mas, depois, ajuízo que esses hábitos não serão os mais recomendados num mundo que rapidamente se desagrega; porque não foi preparado para esse contacto, do qual a Natureza tem sempre qualquer coisa a perder. E digo, a mim mesmo : «deixa lá os esquimós (agora é mais fino chamar-lhes inuits), as mulheres-girafa do Triângulo de Ouro e os zulus tranquilos, porque eles já foram suficientemente desnaturados pelo contacto com o homem branco; ao ponto de terem perdido grande parte da sua identidade e do seu modo de vida original. Deixa lá a Grande Barreira de Coral, a Antárctida e as florestas da Nova Guiné no seu sítio, porque, por nossa exclusiva culpa, as ditas estão a viver os derradeiros dias do seu esplendor». E é por causa desses auto-conselhos (e também, reconheço, por falta de dinheiro para investir no turismo exótico) que eu me vou conformando e me deixando ficar por cá, pela parvalheira.

Na foto anexada a este texto, pode ver-se um helicóptero e um quebra-gelos russos. Que foram colocados ao serviço de um grupo de 'aventureiros' do turismo de luxo.

AÇORES, GENUÍNA TERRA PORTUGUESA

Na imagem de topo : recordações licorosas de São Miguel. Que combinam o artesanato com os sabores das 'Ilhas de Bruma'. Tenho saudades dos Açores; que eu gostaria de conhecer mais para além das ilhas do grupo oriental... Essas terras dispersas pelo vasto oceano Atlântico são, na verdade, originais  e maravilhosos pedaços de Portugal, que todos os continentais (e compatriotas espalhados pelo mundo) deveriam esforçar-se por conhecer. Para melhor poderem amar a pátria portuguesa no seu todo.

FOTOGRAFIAS COM HISTÓRIA (67)

Estas mortíferas bombas vão ser carregadas no quadrimotor Boeing B-29 'Superfortress'(*), que se vê em segundo plano. Avião que, mais tarde, as lançará sobre alvos estratégicos (bases militares, centros industriais, vias de comunicação, etc) do chamado Império do Sol Nascente. A fotografia anexada foi tirada -em Novembro de 1944- num dos aeródromos construídos na ilha de Saipan, após a sua conquista pelos 'marines' em meados de Julho desse mesmo ano. Saipan é uma ilha do arquipélago das Marianas (no Pacífico) que recebeu a primeira visita dos europeus (dos espanhóis) no século XVI. Depois de ter sido uma colónia da Alemanha, perdeu esse estatuto em 1914, passando, nesse ano (por decisão da Liga das Nações), a ficar sob a alçada do Japão; que aproveitou a ocasião para a fortificar e guarnecê-la com 30 000 homens do seu exército. Conquistada pelos norte-americanos, no decorrer de combates sangrentos, esta longínqua ilha serviu de trampolim (nos derradeiros 12 meses da Segunda Guerra Mundial) para os ataques aéreos contra os nipónicos. É, desde então, administrada pelos Estados Unidos da América.

(*) O B-29 foi o mais portentoso avião usado durante o segundo conflito generalizado. Era rápido, tinha um longo raio de acção e podia carregar uma tonelagem de bombas verdadeiramente impressionante. Foi o vector das bombas atómicas que destruíram Hiroxima e Nagasáqui. Alguns dos exemplares que sobreviveram à guerra, foram transformados em aviões comerciais de grande capacidade; e acabaram, desse modo, por também constituir uma etapa importante na evolução da aviação comercial.

AS ADUFEIRAS

Estas adufeiras de Monsanto (Beira Baixa) são as cultoras e guardiãs de um património musical único e em vias de extinção. E que, sobretudo por essas razões, será imperativo salvaguadar.

OURO VERMELHO

A especiaria mais cara do mundo é o açafrão legítimo, proveniente de uma planta ('Crocus sativus') da família das iridáceas, que é cultivada há mais de 3 000 anos. Oriunda, ao que parece, do Mediterrâneo oriental e de regiões vizinhas do hoje chamado Próximo Oriente, a dita, foi introduzida na Península Ibérica, pelos conquistadores árabes, no século IX. Aclimatou-se tão bem por cá, que Espanha é, nos nossos dias, um dos maiores produtores conhecidos; embora ainda se classifique muito longe do Irão, que detém 90% da produção e comercialização mundiais. A antiga Pérsia exporta, aliás, muito açafrão para o país vizinho, onde este produto chega a custar 5 000 euros o kg. Mas, devido à sua preciosidade, o açafrão é vendido aos gramas e negoceia-se, assim, à razão de 9 ou 10 euros. Prática que duplica o seu preço. Outros produtores de açafrão são (para além dos já referidos países) Marrocos, a Turquia e a Índia. O açafrão (especiaria) é unicamente constituído pelos pistilos da flor do crocus, delicadamente colhidos à mão. É necessário processar cerca de 150 000 flores para obter um quilograma de produto. Daí a sua raridade e o seu preço. É utilizado (para dar gosto e cor) em culinária, nomeadamente em receitas de arroz, como a paella, o prato emblemático da da Espanha mediterrânica. Devido ao seu preço elevado, é muitas vezes substituído na cozinha pela curcuma, uma especiaria oriental muito mais barata. O açafrão também é usado (desde há séculos) em tinturaria e para fins medicinais.

SAUDOSO CREIRO

O Creiro, próxima do Portinho da Arrábida, é uma das mais belas praias da península de Setúbal. Uma maravilha da Natureza debruçada sobre as águas, invariavelmente límpidas e calmas, daquele trecho da nossa costa atlântica. Lembro-me de por ali haver -na montanha que protege o areal- uma nascente de água, um fiozinho de água, que matava a sede aos campistas que, já lá vão 60 longos anos, por ali instalavam as suas tendas (sem requerer qualquer espécie de autorização), e aos veraneantes de domingo. Gente que ainda respeitava o lugar e que caprichava em mantê-lo limpo; tal como o havia encontrado ao chegar. Isto acontecia, obviamente, antes da avassaladora invasão turística, antes da  pretensa civilização do «consome e deita fora»...

terça-feira, 17 de outubro de 2017

UM ILUSTRE DESCONHECIDO : HENRY BRANDON

Este actor nunca chegou a atingir o estrelato. Na Hollywood dos anos 50 e 60 do passado século, onde trabalhou, limitou-se a interpretar papéis secundários, onde costeou as grandes 'stars' do momento; como John Wayne, Gary Cooper, Burt Lancaster, James Stewart ou Richard Widmark. Recordo-me de alguns dos seus filmes como, por exemplo, «A Desaparecida», de John Ford (1956), onde ele encarnou a figura de Scar, um chefe de guerra Comanche; como «Terra Bruta», também realizado pelo mestre do cinema western, onde ele interpretou o papel de um outro guerreiro Comanche denominado Quanah Parker; e lembro-me, finalmente, de «Vera Cruz», fita de Robert Aldrich (1961), onde o actor em questão dava corpo e voz a um oficial europeu (o capitão Danette) destacado na corte imperial de Maximiliano. Este actor, de origem alemã (nasceu em Berlim em 1912), usava o pseudónimo de Henry Brandon, mas o seu verdadeiro nome era Heinrich von Kleinbech. Faleceu em 1990 e foi um daqueles obscuros 'faire-valoir' das estrelas; que, sem o seu trabalho e o dos seus pares, nunca poderiam elevar-se no firmamento da chamada Meca do Cinema. 


Acima : o autor no papel de Quanah Parker (figura histórica) em «Terra Bruta».

Aqui : Henry Brandon, à esquerda, ao lado de Gary Cooper. (in «Vera Cruz»).

A fotografia de topo pertence à obra-prima de Ford (e do cinema western) «A Desaparecida».

«BALADA DE OUTONO»

«BALADA DE OUTONO»

Águas e pedras do rio
Meu sono vazio
Não vão acordar
Águas da fontes calai
Ó ribeiras chorai
Que eu não volto A cantar

Rios que vão dar ao mar
Deixem meus olhos secar
Águas das fontes calai
Ó ribeiras chorai
Que eu não volto A cantar

Águas do rio correndo
Poentes morrendo
P'ras bandas do mar
Águas das fontes calai
Ó ribeiras chorai
Que eu não volto A cantar

Rios que vão dar ao mar
Deixem meus olhos secar
Águas das fontes calai
Ó ribeiras chorai
Que eu não volto A cantar.

** Zeca Afonso **

PORTO, 24 DE AGOSTO DE 1958 : AS CORRIDAS DE FÓRMULA 1 CHEGAM A PORTUGAL

Com organização e patrocínio do A. C. P., realizou-se pela primeira vez, em Portugal, uma prova de F1. A dita competição, denominada 7º Grande Prémio de Portugal e que contou, oficialmente, para o Campeonato do Mundo de Condutores, foi disputada no Circuito da Boavista, na cidade do Porto. Na corrida (a primeira da sua categoria realizada no nosso país) participaram 15 volantes de reputação internacional, sendo que um deles era (coisa inédita !) uma senhora : a italiana Maria Teresa Filippis, que competiu com um Maserati. A prova previa 50 voltas ao circuito (com 7,407 km de extensão), 'performance' que só dois pilotos lograram concretizar : os britânicos Stirling Moss (ao volante de um bólide Vanwall), que realizou as 50 voltas em 2 h 11 minutos e 27 segundos, e Mike Hawthorn (num Ferrari), que terminou a prova com mais 5 minutos e 12 segundo do que o vencedor. Os outros (Stuart Lewis-Evans, Jean Behra, Wolfgang von Trips, Jack Brabham, Maurice Trintignant, Graham Hill e demais participantes, todos eles reputados pilotos) atravessaram a meta com mais de uma volta de atraso em relação ao vencedor. Quanto à supracitada senhora, refira-se que acabou por desistir, depois do seu veículo ter tido uma avaria de motor durante a sétima volta do circuito.  Para além das três marcas-escuderias já mencionadas, também se apresentaram, no Circuito da Boavista (que, nesse dia, recebeu 100 000 espectadores) as equipas seguintes : BRM, Cooper-Climax e Lotua-Climax. Cinco pilotos pontuaram para o Campeonato do Mundo de Condutores, sendo que Stirling Moss arrecadou os 8 pontos atribuídos ao vencedor. Nota final : recordamos (a título de curiosidade) que Stirling Moss -que foi um dos mais reputados pilotos automobilísticos do seu tempo- nunca foi campeão do mundo...

CURIOSIDADES HISTÓRICAS

Sabia que o primeiro rei de Portugal -D. Afonso Henriques (1109-1185), fundador da dinastia de Borgonha- faleceu com a provecta idade de 76 anos, num tempo em que esperança de vida dos Portugueses não ia muito além dos 30 anos ? Pois é verdade.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

'POMMES DE TERRE À LA SARLADAISE'

Estas batatas (denominadas 'à la sarladaise') acompanham muito bem qualquer peça de carne assada no forno. Mas, no sudoeste de França, são especialmente preparadas para acompanhar pato confitado. As batatas são previamente cortadas às rodelas finas e fritas em banha de pato; produto que, não sendo fácil de encontrar por cá, se pode substituir por azeite extra virgem. Já na fase final desta operação, verte-se por cima das batatas uma boa porção de alho e de salsa finamente cortados. As batatas são mais saborosas quando ficam estaladiças. Bom apetite !

ESPANTOSO FUTEBOL HÚNGARO DOS ANOS 50

Ainda tenho uma vaga ideia da fama que teve o futebol húngaro (sobretudo o de nível de selecção) na década de 50 do século passado. Selecção que se sagrou campeã olímpica em 1952 e vice-campeã do mundo em 1954. Como também recordo a chegada a Espanha (na sequência dos dramáticos acontecimentos ocorridos em Budapeste no ano de 1956) de jogadores tão carismáticos quanto o eram Puskas, Kocsis e Czibor, que integraram esse 'team' maravilha. E que foram depois reforçar equipas como o Real Madrid e o F. C. Barcelona... Essa equipa-base  dos magiares era, antes da dispersão das suas vedetas, constituída por Grosics, Buzansky, Boszic, Lantos, Zakarias, Lorant, Toth, Hidgkuti e pelos já citados Czibor, Puskas e Kocsis. A Hungria nunca mais teve -na sua História desportiva- jogadores desse gabarito. E nunca mais teve a oportunidade de espantar o mundo do futebol. Quase me faz lembrar, a nível de equipas de clubes, o Benfica dos anos 60...

VELHO NAVIO, VELHA BANDEIRA

Esta fotografia tem mais de 100 anos e mostra-nos a velhinha fragata «D. Fernando II e Glória», que nos é sempre apresentada como a 'última nau da Índia'. Repare-se na bandeira hasteada à popa, que é a bicolor azul e branca do Portugal monárquico. Vi arder este navio no Mar da Palha, já lá vai meio século. Mais tarde foi restaurado e funciona. hoje, como navio-museu...

HORÁRIO DO FIM

Horário do Fim

morre-se nada
quando chega a vez

é só um solavanco
na estrada por onde já não vamos

morre-se tudo
quando não é o justo momento

e não é nunca
esse momento

Mia Couto, in "Raiz de Orvalho e Outros Poemas" 

O CAOS ESTÁ INSTALADO (BIS)

Num texto que aqui publiquei esta manhã -e fiado nas notícias de primeira página dos jornais- dei como certo terem morrido 3 pessoas nos incêndios de ontem. Mas, infelizmente, enganei-me. Na realidade e segundo notícias difundidas por todos os canais da TV a meio do dia de hoje, o balanço agravou-se consideravelmente, pois, a essa hora, já eram referidas as mortes de 32 pessoas e se dizia que esse número iria, sem dúvida, aumentar para muitas mais, pois havia inúmeras pessoas desaparecidas e que, provavelmente, não terão sobrevivido a esta nova catástrofe. Aqui fica feita a devida rectificação sobre as vítimas inocentes de mais um dia negro na trágica História dos incêndios florestais em Portugal. Há décadas que isto dura e os Portugueses estão cansados e indignados com uma situação sem fim à vista. A não ser, ao que se nos afigura, até ao dia em que arda a última árvore das nossas matas e pinhais.  Que desconsolo !!!

VELHOS NAVIOS DA ARMADA : O «JOÃO DE LISBOA»


Aviso da Armada Portuguesa, pertencente à classe ‘Pedro Nunes’. Projectado pelo engenheiro naval Silvério Sousa Mendes, foi construído em Lisboa -no antigo arsenal da Ribeira das Naus- e lançado à água no dia 21 de Maio de 1936. Foi o último navio realizado por esse estaleiro militar. Deslocava 1 238 toneladas e podia navegar à velocidade máxima de 16 nós. O «João de Lisboa» media 70,5 m de comprimento por 10 m de boca. Estava armado com 2 peças de 120 mm, 2 outras de 47 mm, 4 metralhadoras de 40 mm, 4 morteiros e com 2 dispositivos para lançamento de cargas de profundidade. Da sua guarnição normal faziam parte 107 homens (oficiais, sargentos e praças). Este aviso de 2ª classe, que só integrou os efectivos da nossa marinha de guerra em fins de Outubro de 1937, cumpriu a sua primeira missão, realizando um périplo de África (de Novembro de 1937 a Abril de 1938) com um grupo de guarda-marinhas em viagem de instrução. Depois, efectuou uma comissão de serviço de 7 meses em Macau (1939-1940), com ida pelo canal de Suez e regresso pelo cabo da Boa Esperança. Mas a sua mais memorável viagem (1940-1942), foi uma circum-navegação da Terra, durante a qual o navio percorreu 28 000 milhas náuticas. Essa viagem durou (devido às contigências impostas pela Segunda Guerra Mundial, que então decorria) 625 longos dias. O «João de Lisboa» foi reclassificado como navio hidrográfico em 1961, e, nessa condição, prestou serviço no continente e ilhas adjacentes. Depois de ter sido abatido ao efectivo da Armada em 17 de Agosto de 1966, foi transformado em batelão até ser desmantelado.
Nota : Este texto foi transferido do meu outro blogue 'ALERNAVIOS'.

MONTE CASSINO


Alcandorado numa colina situada a, aproximadamente, 130 km a sul de Roma, a abadia beneditina de Monte Cassino(*) foi ocupada por tropas alemãs, durante a campanha de conquista de Itália pelos Aliados. Obstáculo no caminho para a 'Cidade Eterna', o mosteiro foi copiosamente batido pela artilharia anglo-americana e pela aviação ianque, sendo que, só a USAF, despejou sobre Monte Cassino 1 400 toneladas de bombas. Depois de duas batalhas renhidas, a coligação anti-Eixo apoderou-se desse objectivo em Fevereiro de 1944 e ali capturou todos os seus defensores, incluindo algumas unidades de paraquedistas, tropas de elite do inimigo. Como o atesta uma das fotografias anexadas a este texto. A abadia seria reconstruida no pós-guerra e tem, hoje, o magnífico aspecto que a imagem documenta. (Clicar com o rato na imagem, para a ampliar).

(*) A abadia de Monte Cassino foi erigida no século VI (por volta do ano 524), na sua alcantilada colina, por Bento de Núrsia. Que foi o fundador da ordem monástica de São Bento.

LONE RANGER, O MASCARILHA


Herói de banda desenhada, de folhetins radiofónicos, do cinema, de séries de televisão, etc, Lone Ranger -o Mascarilha, em Portugal- foi um justiceiro solitário exemplar. Sempre pronto a defender a viúva e o órfão (ao estilo dos medievos cavaleiros andantes) e a castigar o vilão de serviço. Tinha, curiosamente, uma relação especial com a prata, já que chamava «Silver» ao seu corcel branco e abatia os seus inimigos (que eram também os inimigos da lei e da ordem) com as certeiras balas do seus Colts; que eram fabricadas, não com vulgar chumbo como as demais, mas com esse resplandecente metal precioso. A encarnação mais famosa e mais popular deste mítico justiceiro do Faroeste, foi assegurada pelo actor Clayton Moore (1914-1999). Que conquistou um público fervoroso, constituído, essencialmente, por crianças e por adolescentes. Na saga do Mascarilha, há que recordar, igualmente, o índio Tonto, seu amigo fiel e companheiro de aventuras.

O CAOS ESTÁ INSTALADO

Segundo relata a imprensa diária, ontem -domindo, dia 15 de Outubro de 2017- foi o pior dia do ano no que respeita à deflagração de incêndios. Os meios de comunicação social falam de meio milhar de ocorrência (entre as quais a de alguns fogos incontrolados), que exigiram a acção de milhares de bombeiros. Um autêntico inferno, que, num único dia, provocou 3 mortos. 3 desaparecidos, muitos feridos e muito desespero. Porque essa calamidade também entrou em aldeias e vilas, onde destruiu casas de habitação e outros bens. Já ouvi (na TV) vários responsáveis municipais fazerem acusações de fogo posto. Prática que, a ser verdade, deverá ser assimilada a actos de terrorismo puro e castigada com penas de prisão consequentes. Pergunta-se (uma vez mais) : quem tem interesse em queimar o país e porquê ? -Será assim tão difícil, para os nossos serviços de polícia, investigar isto ? É porque sem o apuramento da verdade sobre tão candente situação, para o ano o drama e o escândalo vão repetir-se. Infalivelmente !

PÚBLICO vs. PRIVADO

Depois da privatização do transporte ferroviário no Reino Unido, apareceram companhias (antes totalmente alheias a este 'negócio') a propor ligações mais rápidas e mais confortáveis entre as metrópoles provinciais e Londres. Aqui, neste cartaz publicitário, a Virgin propunha 'voar' de Birmingham para a capital do reino em, apenas, 1 h 24. Confesso que não sei se a Virgin (entre outras novas companhias britânicas de caminhos-de-ferro) continuam a operar no Reino Unido. O que eu sei é que não gostaria de ver desaparecer, em Portugal ou em França, as respectivas companhias nacionais e, em seu lugar, ver surgir transportadoras privadas. Porque geralmente, nessas situações, a avidez dos lucros dos proprietários/accionistas sobrepõe-se, sempre, ao interesse público, ao interesse das pessoas. Há, nesse sector -e em muitos outros, aliás- provas esclarecedoras sobre tal política. Isto dito, quero referir que não tenho nada contra o investimento privado, pois sei que ele é um dos motores essenciais da economia das nações.

LONJURAS...

Balneário Camboriú é uma cidade brasileira do estado de Santa Catarina. Tem 125 000 habitantes e -devido ao seu clima ameno e à existência de boas praias- está especialmente vocacionada (desde 1930) para o turismo; recebendo mais de 1 milhão e meio de visitantes ano. Os seus primeiros ocupantes de raiz europeia foram famílias açorianas, instaladas ali em meados do século XVIII e provenientes de Porto Belo, outra localidade litorânea de Santa Catarina. A esse primeiro núcleo populacional formado por luso-brasileiros, juntou-se, a partir do século XIX, gente oriunda da Alemanha, de Itália, da Polónia, etc. O município foi fundado em 1964, ano que viu também o nome primitivo da cidade (Camboriú) ser modificado para Balneário Camboriú. Apesar do seu cosmopolitismo (a cidade recebe a visita regular de muitos argentinos, uruguaios e europeus, para além de nacionais vindos de todo o Brasil), esta cidade também goza da merecida fama de ser uma terra segura e com infraestrutas de qualidade, sobretudo no domínio da rede viária, da hotelaria e dos serviços de saúde, entre outras.

domingo, 15 de outubro de 2017

BELOS RECANTOS DA NOSSA TERRA

Rua (com chão calcetado) de Marvão, com as suas características casas caiadas. Para ver e admirar no distrito de Portalegre.